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Jornalista, escritor, editor e consultor cultural.

Na Cultura todo investimento é lucro

 

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Última atualização: 20.10.2011


Cachaças Novas Frescas ou Cruas de Excelência Sensorial *

1º lugar – Coqueiro (Tradicional e Azulada), de Paraty, RJ
2º lugar – Mato Dentro, de São Luiz do Paraitinga, SP
3º lugar – Corisco (Branca), de Paraty, RJ

Cachaças Novas Descansadas de Excelência Sensorial

1º lugar – Coqueiro Prata, de Paraty, RJ
2º lugar – Mato Dentro, de São Luiz do Paraitinga
3º lugar – Engenho São Luiz, de Lençóis Paulista, SP
4º lugar – Samanaú, de Caicó, RN

Cachaças Envelhecidas de Excelência Sensorial

1º lugar – Coqueiro (Envelhecida e Ouro), de Paraty, RJ
2º lugar – Corisco (Envelhecida), de Paraty, RJ
3º lugar – Mato Dentro (todas as envelhecidas de qualquer idade), de São Luiz do Paraitinga, SP
4º lugar – Tabaroa, de Bichinho, MG
5º lugar – Biquinha, de Coronel Murta, MG
6º lugar – Salva Gerais, (tipos: Prata, Ouro e Diamante), de João Pinheiro, MG

Cachaças Premium de Excelência Sensorial

1º lugar – Engenho São Luiz, de Lençóis Paulista, SP
2º lugar –
3º lugar –
4º lugar –
5º lugar –

Cachaças Extra-Premium de Excelência Sensorial

1º lugar –
2º lugar –
3º lugar –
4º lugar –
5º lugar –

Cachaças Reserva Especial de Excelência Sensorial

1º lugar –
2º lugar –
3º lugar –
4º lugar –
5º lugar –

(*) Integram os Rankings somente Cachaças de Excelência Sensorial, ou seja, “Pingas do Céu” e “Pingas do Altar”, segundo a Classificação Marcelo Câmara apresentada abaixo. Algumas posições estão vazias porque o especialista
não encontrou, até agora, nenhuma marca para ocupá-las.

 

Classificação Marcelo Câmara

a) Cachaças maravilhosas, divinas, raríssimas e insuperáveis, que você bebe poucas vezes na vida, inesquecíveis: nota 10.
Pingas do Céu

b) Cachaças de excelência sensorial, de qualidade superior, muito poucas, raras: notas de 8 a 9,9.
Pingas do Altar

c) Cachaças medianas, apenas bebíveis, com alguma qualidade ou virtude sensorial (existem centenas no mercado, a maioria envelhecidas de MG): de 6 a 7,9.
Pingas da Prateleira

d) Cachaças ruins, sem qualquer qualidade ou virtude sensorial (existem milhares, a grande parte das marcas do mercado): de 0 a 5,9.
Pingas das Elites

Ou seja:

1 ) Se a cachaça alcançou a nota máxima, 10 (dez), você bebeu uma cachaça preciosa, sublime, um néctar, nascida de cana, fermentação e alambicada mais que perfeitas, filha da mais consagrada sabedoria artesanal e aprovada pelas ciências e pela melhor tecnologia; se descansada e/ou envelhecida, esses processos foram igualmente perfeitos, éticos, corretíssimos.
Uma cachaça do céu.

2) Se a cachaça ficou com nota entre 8 e 9, 9, você bebeu uma cachaça de excelência sensorial, de qualidade superior, perfeita na estrutura química e com virtudes sensoriais primorosas, de aroma fascinante e sabor delicioso, prazerosa, agradabilíssima.
Uma cachaça do altar.

3) Se a cachaça recebeu nota entre 6 e 7,9, você bebeu uma cachaça com qualidade, mediana, com alguma ou algumas virtudes, apenas bebível, classificável entre o medíocre e o satisfatório.
Uma cachaça da prateleira

4) Se a cachaça foi avaliada com nota abaixo de 6, isto é, com nota de 0 a 5,9, você bebeu uma cachaça ruim, sem qualidade ou virtude sensorial alguma, com aroma e sabor desagradáveis, classificável entre o nauseante e o sofrível, que vai do péssimo ao não-prazeroso. Uma cachaça destinada a certas elites brasileiras que odeiam o nosso povo e desprezam a nossa Cultura.
Uma cachaça destinada a certas elites.

Fonte: Cachaças bebendo e aprendendo - Guia prático de degustação – drinking and learning – Practical guide to tasting, de Marcelo Câmara (Mauad).




Receita

Caipirinha

A única e a verdadeira.
O autêntico drinque brasileiro.

Ingredientes

1 limão de casca fina grande
ou dois pequenos
açúcar
duas doses de cachaça artesanal
de qualidade superior, branca, nova e fresca
gelo picado ou em pequenos cubos

Modo de fazer (dose mínima)

Retire as pontas do limão. Corte o limão em rodelas ou em várias partes, a partir das quatro obtidas com o corte em “x” do limão em pé. Em uma vasilha pequena ou copo grosso, coloque um pouco de cachaça, amasse as rodelas ou os pedaços de limão com um soquete de madeira para extrair o suco e o sumo da casca do limão. Despeje tudo no copono qual será servida a Caipirinha, complete com cachaça, acrescente açúcar a gosto ou mel ou adoçante e complete com gelo. Decore o copo com uma fatia de limão cravada na sua borda.

Saúde! Viva o Brasil! Viva o Povo Brasileiro!

Receita do cachaçólogo, pingófilo e degustador Marcelo Câmara, que adverte:

– Qualquer outro drinque feito sem qualquer um destes ingredientes, ou não preparado rigorosamente deste modo, não pode ser chamado de CAIPIRINHA. Se for usado outro destilado ou fermentado ou outra fruta qualquer, não é CAIPIRINHA, nem pode ter um nome que se inicie com a raiz “CAIPI”. Portanto, caipirosca, caipirinha de vodca, caipirinha de gim, caipiríssima, caipirinha de rum, caipirinha de tequila, caipirinha de saquê, caipirinha de vinho branco são denominações impróprias, barbaridades, aberrações e constituem agressões à Cultura Brasileira. Seria o mesmo que imaginar uma feijoada sem feijão, uma pizza sem massa, um cuba-libre sem rum, um uísque sauer sem uísque etc.

O decreto nº 4.851, de 2.10.2003 define:
Caipirinha é a bebida típica brasileira,
com graduação alcoólica de quinze a trinta e seis por cento em volume, a vinte
graus Celsius, obtida exclusivamente com Cachaça, acrescida de limão e açúcar
( Art. 1º, § 4º).



Recipe

Caipirinha

The one and only.
An authentic Brazilian drink.

Ingredients

a large lime with thin peel
or two small limes
sugar
two shots of non-industrially produced cachaça
of superior quality, white, new and fresh
chopped ice or small ice cubes

Method (small dose)

Remove the ends of the lime. Cut the lime into round slices or into many parts or, standing the lime upright, cut an “X” through it to obtain four parts. Put a little of the cachaça in a small container or thick glass. Crush the slices or pieces of lime with a wooden pestle to extract the juice from the fruit and peel. Put everything in the glass which you will use to serve the Caipirinha. Add the rest of the cachaça. Add sugar, honey or sweetener to taste and complete with ice. Decorate the glass with a slice of lime on the rim.

Cheers! Long live Brazil! Long live the Brazilian people!

Recipe by the cachaçólogo, pingófilo and taster Marcelo Câmara, who warns:
– Any other drink that is made without using all of the above ingredients or is not prepared rigorously in this way, cannot be called CAIPIRINHA. If any other distilled or fermented spirit or any other fruit is used, it is not CAIPIRINHA, and should not have a name that starts with the root “CAIPI”. Therefore, the terms
caipirosca, caipirinha de vodka (using vodka), caipirinha de gim (using gin), caipiríssima, caipirinha de rum (using rum), caipirinha de tequila (using tequila), caipirinha de saquê (using sake), caipirinha de vinho branco (using white wine) are not appropriate; they are aberrations and disrespectful to Brazilian culture. It would be the same as having a pizza without the base, a Whiskey Sour without the whiskey and so on.

Decree no. 4.851, of 02.10.2003 defines:
Caipirinha is a typical Brazilian drink, with an alcohol level of 15% to 36% in volume at 20º Celsius, obtained exclusively from Cachaça, with lime and sugar added.
(1st Article, 4th paragraph)

 Cachaças bebendo e aprendendo – Guia prático de degustação /
drinking and learningPractical guide to tasting, de Marcelo Câmara (Mauad)


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