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Na Cultura todo investimento é lucro
Evento de 28.06.2012 5º Curso de Degustador de Cachaças Em Ipanema, Rio,
Foto: Bruno Lira Flagrante do último curso: Marcelo expõe a sua "pedagogia do gosto". Todos os valores, conceitos e passos, os segredos A estrutura química e sensorial da cachaça. Curso único no mundo, intensivo, com duas horas/aula, a ser ministrado pelo Cachaçólogo, Consultor de Cachaças e Degustador Profissional de Cachaças Marcelo Câmara, considerado, internacionalmente, o maior especialista em cachaça.
Foto: Bruno Lira A prova sucede as avaliações táctil-visual e olfativa. Marcelo Câmara é o criador, Data: 28 de junho de 2012, quinta-feira, Local: Hotel Vermont Preços: R$ 390,00 p/ pessoas físicas Vagas limitadas Inscrições até 22 de junho através de depósito ou transferência do valor acima p/ Banco do Brasil, Ag. 4476-8, c/c 43.242-3. Efetivação da inscrição: através da confirmação do recebimento do comprovante de depósito ou transferência enviado para o e-mail ilhaverde@ilhaverde.net ou para o fax: 21-2523-5989 e do crédito na referida conta bancária, o candidato receberá, imediatamente, por e-mail, a sua identificação como inscrito. Outras informações através do e-mail acima ou pelo tel. 21-9327-2313. Flagrantes do 3º Curso de Degustação
Foto: Bruno Lira Marcelo aplica uma pedagogia do gosto.
Foto: Bruno Lira Argau, cuia e cuité, os instrumentos de degustação,
além do cálice mínimo com bordas que se fecham.
Foto: Bruno Lira Marcelo Câmara explica: a sabedoria sensorial
Foto: Bruno Lira Para Marcelo, o aroma é a antessala do paladar.
Foto: Bruno Lira Aluno de São Paulo degusta na cuia,
Foto: Bruno Lira A avaliação gustativa sucede as avaliações visual-táctil e olfativa.
Evento de 6.10.2011 2º CURSO DE DEGUSTADOR DE CACHAÇAS:
Foto: Bruno Lira Marcelo Câmara: teoria e prática sensorial em cinco horas de exposição e debates A estrutura e os aspectos sensoriais da cachaça, segundo as ciências e as tecnologias aplicáveis. As virtudes e defeitos sensoriais da cachaça, suas causas e consequências, nos contextos da produção, do consumo, das leis científicas e no âmbito legal. A excelência sensorial da cachaça: valores, normas e critérios de análise e avaliação na sociedade e na cultura brasileira. Esses foram os grandes temas expostos pelo cachaçólogo e degustador profissional Marcelo Câmara e debatidos pelo especialista com os participantes do 2º Curso de Formação Básica de Degustador de Cachaças – Amador e Profissional, realizado no Hotel Vermont, em Ipanema, Rio de Janeiro, no último dia 6 de outubro.
Foto: Bruno Lira A turma, atenta e participativa, debateu todos os passos da produção e as questões da excelência sensorial. Novos quadros relativos ao equilíbrio e características química e sensorial da cachaça construídos por Marcelo Câmara foram apresentados e amplamente discutidos. Destaque para as causas e fatores apontados pelo cachaçólogo como definidores e determinantes da excelência sensorial e aqueles que corrompem e degradam o destilado brasileiro. A presença do químico Ricardo Zaratinni, Consultor da Fundação Bio Rio, especialista em destilo e fermentação da cachaça, que dialogou muito com o expositor, ilustrou ainda mais o Curso e estimulou os debates. Participaram da turma do 2º Curso empresários, engenheiros, economistas, jornalistas, estudiosos e técnicos de uma indústria de cachaça.
Foto: Bruno Lira O especialista faz a avaliação olfativa, percorrendo a Ficha de Degustação Marcelo Câmara. Na parte de iniciação prática, foram degustadas as seguintes cachaças de excelência: Mato Dentro, nova “descansada”, de São Luiz do Paraitinga, SP, fabricada na Fazenda Mato Dentro por Manoel Rômulo Cembranelli, produto desconhecido dos cariocas, que recebeu altíssimas avaliações; e Engenho São Luiz, nova “descansada”, de Lençois Paulista, SP, fabricada no Engenho São Luiz pela Família Zillo, marca que está sendo lançada nacionalmente, igualmente muito bem avaliada por Câmara e seus alunos. As cachaças envelhecidas degustadas foram: a campeoníssima Coqueiro Ouro, de Paraty, RJ, fabricada na Fazenda Cabral por Eduardo Mello, segundo Marcelo, “o melhor alambiqueiro de cachaça do mundo”; e SalvaGerais (prata, na idade, não na cor), de João Pinheiro, MG, fabricada na Fazenda SalvaTerra, no distrito de Canabrava, por Danilo Meth e Paulo Sérgio Velloso. Coqueiro e SalvaGerais também receberam julgamentos positivos, dignos de suas excelências sensoriais.
Foto: Luiz Carlos Seixas As Cachaças Mato Dentro e Engenho São Luiz, ambas de São Paulo, fizeram sucesso na degustação.
Foto: Luiz Carlos Seixas Coqueiro Ouro, de Paraty, RJ, confirmou o seu primor, a sua suprema excelência. Evento de 2.6.2011
Uma reportagem
1º
CURSO DE FORMAÇÃO BÁSICA DE DEGUSTADOR DE CACHAÇAS:
Sete horas de abordagens sobre temas e aspectos sensoriais da cachaça. Fundamentação teórica e iniciação prática, através de uma Degustação tecnicamente dirigida. Troca de conhecimentos, questionamentos, debates. Análises, críticas e propostas. Este é o saldo do 1º Curso de Formação Básica de Degustador de Cachaças – Amador e Profissional, realizado na última quinta-feira, dia 2 de junho, no Hotel Vermont, em Ipanema, Rio de Janeiro, ministrado pelo cachaçólogo e degustador profissional de cachaças, Marcelo Câmara. Evento inédito, o Curso reuniu produtores artesanais e industriais, comerciantes que atuam no setor; cientistas e pesquisadores de universidades e instituições públicas e privadas; jornalistas e pessoas que se preparam para iniciar a fabricação do destilado. Notável, ainda, foi a presença de um técnico, diretor da maior rede de distribuição de destilados dos Estados Unidos, que veio ao Rio unicamente para participar do Curso.
Marcelo Câmara além de tratar, amplamente, dos temas e aspectos econômicos, políticos, sócio-culturais e históricos do universo da cachaça, discorreu, didaticamente, sobre todas as fases da produção do destilado, tanto no regime artesanal como no industrial. Expôs as condutas e os problemas, da escolha do terreno para plantação da cana-de-açúcar ao engarrafamento, distribuição e consumo da bebida. O mercado de trabalho para o Degustador Profissional ocupou parte dos diálogos, o seu lugar e função econômica e social. Os passos da produção, especialmente a colheita, coagem, decantação, fermentação, destilo, “descanso” e envelhecimento foram exaustivamente discutidos, especialmente a complexa estrutura química da bebida e a fascinante fenomenologia físico-química que ocorre nos processos de fabricação, determinantes, decisivos para a qualidade sensorial da cachaça.
As intervenções dos químicos que participaram do Curso geraram intensos e esclarecedores debates os quais se estenderam durante todo o dia, principalmente acerca dos componentes secundários da fermentação e dos contaminantes e precursores da destilação. Marcelo mostrou como qualquer passo certo, em falso ou errado, do corte da cana ao envelhecimento, incluindo a higienização absoluta de instalações e equipamentos, o tempo natural das reações físico-químicas e o monitoramento de cada fase da produção – podem, afinal, influir, otimizar ou comprometer, a excelência sensorial do destilado. Os questionamentos dos participantes e o alto nível dos debates foram, na visão de todos, amplamente enriquecedores, atendendo ao interesse e às demandas apresentadas.
À tarde, na segunda parte do Curso, Marcelo explicou, critica e didaticamente, o seu pensamento sobre os valores, conceitos e características estabelecidos por ele para a excelência sensorial da cachaça. Detalhou, ainda, as normas e critérios sensoriais que criou e vem praticando nas Análises Sensoriais que realiza para os produtores e nas Sessões de Degustação que dirige em todo o País há quase vinte anos. A partir da Ficha de Degustação que está no seu último livro, o primeiro e único a tratar dos aspectos sensoriais da cachaça, Marcelo desenvolveu outra Ficha, desta vez mais extensa, pedagogicamente construída. Para percorrer todos os itens dessa nova Ficha, especialmente construída para o Curso, foram degustadas as marcas Coqueiro, de Paraty, RJ, e Samanaú, de Caicó, RN, ambos dos tipos Prata e Ouro. As cachaças foram sensorialmente analisadas e criticadas por todos, apontadas as possíveis causas de suas virtudes e defeitos. Além da Ficha de Degustação, foram distribuídos textos sobre a sinonímia da cachaça, os bota-gostos que se harmonizam com a cachaça e receitas de seculares drinques brasileiros à base de cachaça. Ao final, cada aluno recebeu o seu Certificado de Participação personalizado, assinado pelo participante e pelo cachaçólogo e degustador Marcelo Câmara, idealizador e realizador do Curso, que foi saudado e elogiado por todos pela ousadia e vanguarda de organizar o Curso. Marcelo teve a colaboração da designer gráfica Marcela Petersen na montagem dos arquivos digitais e na elaboração do Certificado; e do fotógrafo Bruno Lira, que o assistiu na projeção do roteiro e fotografou o evento.
Evento de 28.4.2011 Marcelo Câmara treina pessoal do Copacabana Palace
O que é cachaça? Como e onde nasceu a
cachaça? A história da cachaça e as outras bebidas. A cachaça hoje, no
Brasil e no mundo. Aspectos econômicos, sociais e culturais da cachaça.
Um tipo de cachaça para cada momento. A excelência sensorial de uma
cachaça. A importância de uma Carta de Cachaças. Como servir uma cachaça
e o que sugerir ao hóspede. Como orientar o cliente. Quando beber? Quais
os bota-gostos que se harmonizam com a cachaça? A verdadeira e única
Caipirinha e os drinques à base de cachaça. Evento de 21.6.2011 Marcelo Câmara no cinema O aplaudido e premiado filme Estrada Real da Cachaça, de Pedro Urano, vencedor dos prêmios de "Melhor Documentário" do Festival do Rio 2008 e do Festival de Mar del Plata 2008, produção selecionada em diversos festivais nas Américas e na Europa, recebedor das melhores críticas aqui e no exterior, finalmente chegou ao circuito comercial no Brasil. O filme é uma viagem histórica e contemporânea, econômica e sócio-antropológica, por este caminho tricentenário, de Diamantina, MG, a Paraty, RJ, tendo a bebida brasileira como motor, tema e personagem. Na última sexta-feira, o filme entrou no circuito comercial, está em cartaz em várias capitais do País. Na noite do dia 21 de junho, no Cine Joia, em Copacabana, nesta Cidade do Rio de Janeiro, uma bela sala carioca, recém-restaurada, houve uma sessão especial. Depois da projeção, Marcelo Câmara conversou e debateu, por mais de três horas, com a platéia sobre a Cachaça na História e na Cultura Brasileiras e respondeu a dezenas de perguntas. Marcelo está no filme como narrador e onde presta um longo depoimento.
__________________________________________________________________________________________________________________ 50 anos da morte de NEWTON MENDONÇA
* Cachambi, Rio de Janeiro, RJ, 14.2.1927 † Vila Isabel, Rio de Janeiro, RJ, 22.11.1960 "O mais importante compositor da Bossa Nova"
APENAS UMA MISSA."O estruturador da Bossa Nova em termos composicionais, quem mais ousou e fez vanguarda." "O mais ipanemense dos artistas brasileiros" Marcelo Câmara Biógrafo de Newton Mendonça E O SILÊNCIO. No dia 22 de novembro, Dia da Música e Dia do Músico, completaram-se cinquenta anos da morte precoce e repentina, aos 33 anos, do pianista e compositor Newton Mendonça, o primeiro e fundamental parceiro de Tom Jobim, com quem formou a mais importante parceria da Bossa Nova. Mantendo a tradição cinqüentenária de omissões e erros, cinismo e hipocrisia, de boicote sistemático ao seu nome e à sua obra, não foram produzidos nenhum programa especial no rádio ou na TV, nem editado nenhum suplemento especial em jornal ou revista, nenhum show foi realizado, nenhuma homenagem dos artistas, instituição ou governos, nenhuma celebração. Apenas uma Missa que o jornalista Marcelo Câmara, biógrafo do compositor, e a família de Newton mandaram celebrar na Igreja N. Sa. da Paz, pela sua alma e memória, em Ipanema, bairro aonde chegou aos treze anos. E a expectativa de que o Governo do Estado do Rio de Janeiro denomine “Parque Newton Mendonça” o Parque da Bossa Nova, a ser construído no Leblon, para homenagear a arte revolucionária e a memória de Newton na sua cidade, que nunca se lembrou dele para dar nome sequer a uma sala de aula. Na Missa, o Padre Jorge Luiz Neves, o popular Padre Jorjão, que é músico e admirador da obra de Newton, numa bela homilia, no Dia de Santa Cecília, protetora dos músicos, destacou “a simplicidade, a genialidade e a vanguarda” do compositor. Nas “Preces Comunitárias”, o celebrante pediu a Deus “que o Governo do Estado do Rio de Janeiro se sensibilize e denomine, por justiça, ‘Parque Newton Mendonça’ o Parque da Bossa Nova”. Apesar da ampla divulgação, estiveram presentes à cerimônia apenas o crítico e historiador Marcelo Câmara, o neto de Newton, o jovem Victor Lopes de Mendonça e sua mãe, Rosália Lopes de Mendonça. Nenhum artista, ninguém da Imprensa, nenhuma autoridade. Para Marcelo Câmara, “Newton Mendonça é o principal compositor da Bossa Nova, quem mais alto e longe foi na estruturação composicional, na sistematização melódica e harmônica da Bossa Nova, quem verdadeiramente fez vanguarda, mais ousou, mais transgrediu e promoveu mais invenção na estética nascida na Zona Sul carioca, na segunda metade dos anos 1950. Caminhos melódicos inusitados, ricas e surpreendentes soluções harmônicas, insinuações rítmicas inovadoras” – explica Marcelo Câmara. Newton Mendonça, sozinho e com Tom Jobim, é o compositor dos primeiros e maiores clássicos e músicas-matrizes da Bossa Nova. Deixou 35 músicas: 19 de autoria exclusiva (onze continuam inéditas), 15 com Tom (treze gravadas) e 1 com Fernando Lobo. Newton é o criador, com Tom, de clássicos como Desafinado, Samba de uma nota só, Meditação, Discussão, Caminhos cruzados, Foi a noite, Só saudade, O domingo azul do mar, entre outros, além de obras-primas exclusivas, reconhecidamente precursoras e vanguardas da estética como Você morreu pra mim, Verdadeiro amor, Seu amor, você (uma das finalistas do Festival do Rio - As mais belas canções de amor, 1960), Canção do azul, Nuvem, O mar apagou, Canção do pescador (vencedora do primeiro festival de música popular brasileira de âmbito nacional, promovido pela Record, em 1960, no Guarujá, SP) e Quero você, principal tema da trilha do filme Os desafinados, de Walter Lima Júnior. Das sete músicas de Tom Jobim com mais de dois milhões de execuções no mundo, três são resultado de uma parceria de apenas sete anos com Newton Mendonça, três são de autoria exclusiva de Tom e uma foi feita com Vinicius de Moraes. ____________________________________________________________________________________________________________________ Newton Mendonça e Ipanema: amor e arte de uma vida inteira. Marcelo Câmara ![]()
Newton Mendonça chegou a Ipanema em 1940, aos treze anos, indo morar na Rua Nascimento Silva. Dois anos depois, com quinze anos, conheceu Antonio Carlos Jobim, o Tom, da mesma idade, que residia na Rua Sadock de Sá. Do encontro surgiu uma grande e fraterna amizade, uma produtiva e fértil parceria musical. Com quinze anos de idade, Tom começou a estudar música. Newton já era músico desde os oito anos, quando teve as primeiras lições de violino em São Luís, no Maranhão. Em Ipanema, Newton aprendeu a tocar gaita e iniciou os estudos de música clássica, exercitando-se no piano da irmã, Norma, esporadicamente sob orientação de professor, e, quase sempre, como autodidata. “Newton Gaitinha” foi o apelido que ganhou no Colégio Militar, onde era aluno “gratuito-órfão”, pois não se separava do instrumento. Newton levou Tom, e toda a sua turma de amigos de Ipanema, a tocar gaita. Uma “orquestra de gaitas” foi formada e se apresentava na Praça General Osório. Newton, com a ajuda dos musicais norte-americanos, atraiu Tom para a música popular. Em 1950, Newton estreava, antes de Tom, como músico profissional: pianista da Orquestra (de baile) de Waldemar, inaugurando uma carreira de dez anos como músico na noite carioca. Bares, restaurantes, boates, hotéis e clubes. Em algumas casas, revezou com Johnny Alf e com o próprio Tom. Do Posto Cinco, passa pelo Clube da Chave, a French Can Can, Tasca, Mocambo e Mandarim. Marca o Ma Griffe, no Beco das Garrafas, faz o chá do Hotel Miramar, e só se afasta do piano com a morte precoce e repentina, aos 33 anos, num dia de folga, sem trabalho, “Dia do Músico”, quando era, há quatro anos, o pianista do Le Carroussel, no Beco do Joga a Chave. Em 1952, também antes de Tom, é lançado o compositor Newton Mendonça: o samba-canção "diferente" Você morreu pra mim, na gravação “moderna” de Dora Lopes. No ano seguinte, em 1953, foi gravado Incerteza, a primeira composição da dupla New-Tom, que viria a ser “a mais importante parceria da Bossa Nova”. Em Ipanema, Newton Mendonça cresceu, amou, sonhou e criou quase toda a sua obra revolucionária. Depois do primeiro apelido, “Newton Gaitinha”, recebeu mais dois: “Semifusa” e “Newton Maestro”. Em Ipanema, Newton Mendonça, sozinho e com Tom Jobim, se ergueu e se afirmou como o mais importante compositor da Bossa Nova, quem mais alto e longe foi na estruturação composicional, na sistematização melódica e harmônica da Bossa Nova, quem verdadeiramente fez vanguarda, mais ousou, mais transgrediu e promoveu, ricas e surpreendentes soluções harmônicas, insinuações rítmicas inovadoras. Na Praia de Ipanema, o atlético Newton foi um dos melhores que pegavam ondas “de jacaré”, “de peito”, e era campeão de peteca, esporte e lazer predominante nas areias do Rio, na década de 1940. Newton teve quatro residências em Ipanema, sendo que o endereço “Rua Prudente de Morais, 1033”, uma quitinete em cima de uma garagem, foi o lugar de criação da maioria das 35 canções que ele compôs e deixou para a Música Brasileira: 19 de autoria exclusiva (onze inéditas), 15 com Tom Jobim (treze gravadas) e 1 com Fernando Lobo. Em Ipanema, nasceram os dois filhos de Newton e Cirene Mendonça: Renato (1956) e Fernando (1959-1999). De Ipanema, Newton Mendonça jamais se afastou. As exceções, compulsórias, por força das contingências da vida, ocorreram em dois momentos: o primeiro, em 1954, por um período inferior a um ano, quando foi morar em Copacabana; o segundo, no final de 1959, quando muda, com a família, para Vila Isabel, onde no ano seguinte, sofre o terceiro infarto. E morre. Trinta e quatro anos antes de Tom.
As 35 composições de Newton Mendonça (Newton compôs 45 músicas – 10 se perderam)
Fontes p/ conhecer Newton Mendonça
Evento de 17 de agosto de 2009 Mérito Fagundes Varela No último 17 de agosto, Marcelo Câmara esteve na bela e serrana cidade de Rio Claro, RJ, pérola verde cravada na Serra do Mar, à beira do Rio Piraí. Em sessão solene da Câmara Municipal, recebeu uma bela homenagem e a Medalha do Mérito Fagundes Varela, a mais alta comenda do município. O prefeito Raul Machado, ao comunicar a indicação de Marcelo para recebê-la escreveu que, com a insígnia, "o povo rioclarense homenageia os cidadãos que, de maneira marcante, na área de sua atuação, destacam-se a ponto de ter da nossa gente o aplauso e o reconhecimento". Acrescentou que Rio Claro é beneficiário das suas ações nos campos da Comunicação e da Cultura. Junto com a preciosa Medalha, em ouro e cores, que traz a cabeça do genial poeta romântico Luiz Nicolau Fagundes Varela, "o cantor da natureza e da liberdade", o mais ilustre filho do município, um Diploma. Nele é registrado que o Mérito Fagundes Varela é conferido a Marcelo Câmara como uma "justa homenagem aos relevantes serviços prestados à comunidade rioclarense, contribuindo, efetivamente, para o desenvolvimento da nossa cidade". Segundo Câmara, os serviços citados são, na verdade, um dever a ser feito, por tudo que Rio Claro lhe deu e fez por ele, "este pobre e teimoso trabalhador intelectual", na sua auto-avaliação. "Rio Claro me deu olhos para ver o mundo", afirma Marcelo. Há muitos anos o jornalista e escritor não ia a Rio Claro, lugar, nas palavras dele, "que está no meu coração desde a infância e tenra juventude, estações onde lá amei, cresci e fui feliz". Para o agraciado, "foi uma viagem rápida, de horas, à delicada e deliciosa Rio Claro. Afetos, ternuras, emoções várias. Revi amigos, abracei-os e chorei. De júbilo e gratidão. E, também, de saudade. Das belas e ricas fazendas, dos tempos de sonho e festa que lá vivi e dos amigos que partiram", concluiu Marcelo Câmara.
Evento de abril de 2008 Show Caminhos cruzados
Casa cheia, aplausos continuados, muitos elogios, sucesso. Esses os resultados do show do violonista e cantor Alan Vergueiro, Caminhos cruzados – a música de Newton Mendonça, o primeiro espetáculo com a obra do primeiro e fundamental parceiro de Tom Jobim, quarenta e oito anos após a morte do pianista e compositor. Newton Mendonça (1927-1960) e Tom Jobim (1927-1994) formaram a mais importante dupla da Bossa Nova. O show, escrito, dirigido e apresentado por Marcelo Câmara, aconteceu a 8 de abril último, no Vinicius Show Bar, em Ipanema, Rio de Janeiro, espaço considerado o “templo da Bossa Nova”, e foi assistido por quase uma centena de pessoas. Juquinha Stockler, “o rei da vassourinha”, considerado “o baterista da Bossa Nova”, que gravou, com João Gilberto, Desafinado, Samba de uma nota só e Chega de saudade e outros clássicos, prestigiou o acontecimento em companhia do cantor Edson Vaz, e considerou o evento “verdadeiro, providencial, excelente”.
Música contemporânea Evento de 9 de agosto de 2007 Sucesso na Avenida Paulista Cerca de oitenta pessoas assistiram à palestra com degustação de cachaças do jornalista e escritor Marcelo Câmara na noite de 9 de agosto no importante Fórum de Eventos Culturais da Livraria Fnac, na Avenida Paulista, em São Paulo, SP. O autor percorreu o universo da cachaça e discorreu sobre temas e questões do seu último livro Cachaças bebendo e aprendendo - Guia prático de degustação / Cachaças drinking and learning - Practical guide to tasting (Mauad), a primeira obra do mundo a tratar dos aspectos sensoriais do destilado brasileiro. Cachaçólogo, pingófilo e degustador profissional, Marcelo dialogou com leitores, respondeu a perguntas e demoliu ficções e mentiras que circulam na mídia e na Internet acerca da cachaça. Além de dirigir uma sessão didática de degustação de pingas novas e envelhecidas, ele autografou os seus livros. Presentes ao evento, empresários, profissionais liberais, intelectuais, universitários, leitores fiéis como o baterista Miltinho, do Sexteto Jô Onze e Meia, e estrangeiros interessados na bebida brasileira, como a jornalista norte-americana Grace Fan, correspondente em São Paulo da agência norte-americana DowJones, do grupo do Wall Street Journal, e o alemão Hans C. Heuberer, consultor de informática radicado na capital paulista. Foram degustadas as marcas de excelência sensorial: Coqueiro, de Paraty, RJ; Samanaú, de Caicó, RN; e SalvaGerais, de João Pinheiro, MG.
Evento de 31 de maio de 2007 Cachaça SalvaGerais vence no Rio Cerca de quarenta pessoas participaram no último dia 31 de maio, na Saraiva MegaStore Rio Sul Shopping Center, na cidade do Rio de Janeiro, do Bate-papo com degustação de cachaças com o jornalista e escritor Marcelo Câmara, dentro do projeto Papos & Idéias da rede de Livrarias Saraiva. O autor, que é cachaçólogo, pingófilo e degustador profissional de cachaças, conversou durante duas horas e meia com um grupo de leitores interessados em conhecer as características sensoriais da bebida brasileira, além dos seus aspectos históricos, sócio-culturais e econômicos. Marcelo dirigiu uma sessão de “degustação passo-a-passo”, respondeu a perguntas dos presentes e discutiu questões relacionadas à produção e ao consumo da cachaça. Ao final do encontro, antes de Marcelo autografar os seus livros Cachaças bebendo e aprendendo e Cachaça – Prazer Brasileiro, ambos editados pela Mauad, a Cachaça SalvaGerais-Prata, de João Pinheiro, MG, foi aclamada como a melhor pinga envelhecida da noite, entre as três marcas de excelência degustadas. As outras duas marcas foram a Samanaú, de Caicó, RN, e a Coqueiro, de Paraty, RJ, esta a única cachaça nova e branca provada no evento. ![]() Marcelo Câmara (à extrema dir.), ao final da degustação na Saraiva, Eventos de 29 e 30 de março de 2007 MARCELO CÂMARA EM NATAL O jornalista e escritor fluminense Marcelo Câmara, 57, ingressou a 29 de março último no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, com sede em Natal, como sócio correspondente, no dia que a mais antiga instituição cultural do Estado completou 105 anos de existência. Na Casa da Memória Potiguar tiveram assento Câmara Cascudo, Gilberto Freyre, Nestor Lima, Manoel Rodrigues de Mello, Américo de Oliveira Costa, e hoje atuam Diógenes da Cunha Lima e Enélio Petrovich, entre outros intelectuais brasileiros. No dia seguinte, Marcelo Câmara lançou na Livraria Siciliano, na loja do Natal Shopping, o seu último livro Cachaças bebendo e aprendendo – Guia prático de degustação (Mauad), o primeiro livro do mundo de degustação de cachaças. A presença do escritor na capital potiguar teve grande repercussão na mídia local. Marcelo Nóbrega da Câmara Torres, natural de Angra dos Reis, RJ, é filho de seridoenses, descendente de tradicionais famílias potiguares: Araújo de Açu, Nóbrega de Caicó, Câmara de João Câmara (antiga Baixa Verde) e Torres de Touros. Na noite de aniversário do Instituto Histórico, o novo sócio foi saudado por Dorian Gray Caldas, consagrado artista plástico e poeta. Após a sua investidura, Marcelo fez a conferência Câmara Torres: um homem público, sobre a vida e obra de seu pai, José Augusto da Câmara Torres (* Caicó, RN, 1917 – † Niterói, RJ, 1998), jornalista, educador, advogado e político, sócio do Instituto, que viveu a maior parte da vida no Rio de Janeiro. A edição de Cachaças bebendo e aprendendo teve o apoio cultural da Cachaça Samanaú, fabricada em Caicó, por Dadá Costa, considerada a melhor do Nordeste e que já tem ardorosos devotos no Rio de Janeiro e em outros Estados. Com quase duzentas páginas, belo formato portátil, primoroso projeto gráfico, a obra é ricamente ilustrada com fotos coloridas do Sítio Samanaú, de Caicó, onde é fabricada a Samanaú. A designer Marcela Petersen, filha de Marcelo Câmara, assina o projeto gráfico do livro, e as fotografias são do jornalista e fotógrafo caicoense Raimundo Melo e do fotógrafo carioca Bruno Lira, neto da caicoense Eulália Medeiros, radicada há muitos anos no Rio de Janeiro. Raízes potiguares Cachaças bebendo e aprendendo é o quinto livro de Marcelo Câmara, também consultor cultural, editor e consultor legislativo do Senado Federal (aposentado), onde assessorou Darcy Ribeiro. De ascendência e com grandes identidades no Rio Grande do Norte, Marcelo teve em Câmara Cascudo, desde a juventude, um mestre nos seus trabalhos nas áreas da Sociologia, Antropologia e Folclore. O pai, José Augusto da Câmara Torres, pertence aos Câmara do monumental Câmara Cascudo, e do senador João Severiano da Câmara. Era sobrinho do célebre advogado Aprígio Câmara, que fez importante carreira em São Paulo, e tinha parentesco com Aluísio Alves. A mãe, a professora Gertrudes Nóbrega da Câmara Torres, Tudinha (* Caicó, RN, 1919 – † Niterói, RJ, 1989), filha do patriarca Joaquim Gorgônio da Nóbrega, pertencia à estirpe de Janúncio da Nóbrega e era prima de Dinarte Mariz. No Rio, José Augusto chegou com quinze anos, depois de fundar e dirigir jornal em Caicó e integrar a turma de Eugênio de Araújo Sales, atual cardeal emérito do Rio de Janeiro, e do músico Túlio Tavares, irmão do grande maestro e compositor Mário Tavares, no Colégio Santo Antônio, dos Irmãos Maristas, em Natal. No Rio de Janeiro, fez carreira como jornalista, técnico de educação, advogado e político, com quatro mandatos de deputado estadual, duas vezes secretário de Estado, membro do Conselho Estadual de Educação, constituindo-se numa importante personalidade da história política e cultural do Estado do Rio de Janeiro. Marcelo Câmara é primeiro e único degustador profissional de cachaças em atividade no País e o criador das normas e critérios sensoriais para degustação da bebida brasileira. Pingófilo (amante e bebedor da boa pinga) há mais de meio século e cachaçólogo (estudioso) há mais de quarenta anos, com dezenas de trabalhos publicados sobre o tema, ele é o autor de outro livro também de vanguarda, Cachaça – Prazer Brasileiro (Mauad), o primeiro dirigido ao mercado, ao consumidor real e potencial do destilado nacional. Evento de 8 de fevereiro de 2007 Bebendo cachaça em rede nacional O cachaçólogo, pingófilo e degustador Marcelo Câmara esteve no último dia 8 deste mês de fevereiro no programa AO PONTO, do Canal Futura, em rede nacional, degustando as cachaças Coqueiro, de Paraty, RJ, e Samanaú, de Caicó, RN. Entrevistado pelo médico Jairo Bouer, que apresentou um programa sobre o álcool, Marcelo falou sobre como e quando beber, com sabedoria e prazer, a nossa amada pinga, o melhor destilado do mundo. Ele considera as marcas que degustou, insuperáveis em excelência sensorial quanto ao aroma e sabor. O programa foi reprisado, também em rede, nos dias 10, 11 e 12 de fevereiro. |